Curador Cariocar

CHAMADA ARTE PARA VESTIR

CARIOCAR + Círculo Ltda e Movimento Sou de Algodão

Obrigada por fazer parte desta banca de curadoria.

A proposta da ARTE PARA VESTIR é reconhecer novos talentos que trabalham com técnicas manuais, materiais têxteis e criação autoral, valorizando processos, pesquisa, identidade e novas possibilidades para o fazer artesanal.

Não buscamos necessariamente a peça mais comercial, mais sofisticada ou mais acabada.

Buscamos pessoas criadoras que tenham algo a dizer e potencial para continuar desenvolvendo esse caminho. É um estímulo.

Algumas peças estão em processo de desenvolvimento para essa chamada e foram aceitas suas submissões, como promessa de que tais peças sejam desenvolvidas.

A seleção será feita de forma individual e independente por cada curador.

Você encontrará, nesta página, a apresentação de cada pessoa participante, imagens de seu trabalho, projeto proposto, informações sobre sustentabilidade e, quando disponível, o portfólio completo.

Após conhecer cada proposta, atribua sua pontuação nos critérios apresentados.

Como Usar? 

  • Escreva seu nome no primeiro bloco. Onde está: “ Seu nome (curador)” 
  • Automaticamente os outros blocos serão preenchidos com seu nome.
  • Se precisar, de mais informações sobre o participante, há um link para o portfolio enviado por ele, que abrirá em outra janela.
  • Você pode pontuar digitando ou usando as "setinhas" para baixo ou para cima no espaço.
  • Ao final clique no botão verde "Enviar" de cada um dos blocos.

COMO PONTUAR

A avaliação totaliza 100 pontos.

A nota deve considerar o material efetivamente apresentado.

1. CRIATIVIDADE até 15 pontos

Observe a capacidade de criar soluções, combinações ou abordagens que demonstrem inventividade.

Nota alta: apresenta ideias interessantes, soluções criativas e capacidade de experimentar.

2. ORIGINALIDADE até 15 pontos

Observe o quanto a proposta se diferencia de trabalhos já conhecidos.

Nota alta: apresenta uma abordagem própria, evitando reproduções ou soluções muito comuns.

3. IDENTIDADE AUTORAL  até 15 pontos

Observe se existe uma linguagem reconhecível e uma visão própria de criação.

Nota alta: é possível perceber quem está por trás da criação e quais referências, escolhas ou pesquisas tornam o trabalho particular.

4. QUALIDADE DA EXECUÇÃO TÉCNICA  até 15 pontos

Observe a qualidade do fazer: acabamento, domínio da técnica, construção, cuidado e resultado apresentado.

Nota alta: demonstra domínio técnico e cuidado na execução.

5. USO CRIATIVO DOS MATERIAIS até 10 pontos

Observe como os materiais foram escolhidos, combinados ou utilizados.

Nota alta: o material participa da criação de maneira inventiva e coerente, podendo apresentar novas possibilidades de uso.

6. RELAÇÃO COM SUSTENTABILIDADE  até 10 pontos

Observe a coerência entre o discurso apresentado e as práticas demonstradas.

Considere, entre outros aspectos:

  • aproveitamento ou redução de resíduos;
  • escolha consciente de materiais;
  • durabilidade;
  • produção em pequena escala;
  • reaproveitamento e upcycling;
  • processos manuais;
  • pesquisa de materiais;
  • valorização de saberes e produção local.

Importante: sustentabilidade não significa necessariamente utilizar material reciclado.

Avalie a consciência sobre as escolhas e a coerência do processo, e não apenas a utilização de uma determinada matéria-prima.

7. POTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO  até 10 pontos

Observe o potencial da pessoa criadora para continuar desenvolvendo sua pesquisa e sua linguagem.

Aqui vale considerar a trajetória apresentada, a capacidade de experimentação e as possibilidades que o trabalho demonstra.

Não significa premiar quem já está pronto. A chamada é para novos talentos.

8. COERÊNCIA ENTRE CONCEITO E RESULTADO  até 10 pontos

Observe se existe conexão entre aquilo que a pessoa propõe e aquilo que efetivamente apresenta.

Nota alta: conceito, materiais, técnica e resultado conversam entre si.

PARA AJUDAR

Pergunte:

Existe uma ideia?
Existe pesquisa?
Existe autoria?
Existe domínio ou potencial técnico?
Existe coerência?

Ao final da avaliação, o campo de comentário é opcional, mas será muito bem-vindo para registrar alguma percepção importante sobre a proposta.

Obrigada por contribuir com o seu olhar.

CARIOCAR + Círculo Ltda e Movimento Sou de Algodão.
ARTE PARA VESTIR
Revela o processo de quem o constrói.

Mércia Aparecida de Cachoeiro de Itapemirim-ES  @r21croche
Mércia Aparecida de Cachoeiro de Itapemirim-ES  @r21croche
Mércia Aparecida de Cachoeiro de Itapemirim-ES  @r21croche

Mércia Aparecida de Cachoeiro de Itapemirim-ES @r21croche

R21 CROCHÊ Aprendeu crochê aos 12 anos e, ao longo de 30 anos de prática, desenvolveu receitas próprias e aprofundou sua relação com a técnica. Há 6 anos profissionalizou o trabalho, transformando a paixão pelo crochê em fonte de renda. Atualmente, além da produção de peças, também ministra cursos presenciais. A marca também trabalha com referências geradas por inteligência artificial, reproduzindo peças com fidelidade e explorando combinações de cores para desenvolver criações personalizadas. Projeto apresentado: A peça enviada foi desenvolvida em crochê a partir do aproveitamento de sobras de fios, transformando materiais que poderiam ser descartados em uma nova criação. Sustentabilidade: A proposta destaca a durabilidade do crochê e o reaproveitamento de materiais residuais. A peça apresentada utiliza sobras de fios, incorporadas à criação como forma de reduzir o descarte de materiais.
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ATELIÊ SHALOM - Antônio Augusto Farias Corino de Viçosa, Alagoas.
ATELIÊ SHALOM - Antônio Augusto Farias Corino de Viçosa, Alagoas.
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ATELIÊ SHALOM - Antônio Augusto Farias Corino de Viçosa, Alagoas.

ATELIÊ SHALOM Antônio Augusto Farias Corino Estudante, artesão e fundador do Ateliê Shalom, Antônio Augusto também atua como coordenador de artesanato na Associação Cultural do Quilombo Sabalanga. Sua trajetória na moda começou pelo artesanato e pelo crochê, técnica que se tornou uma das principais formas de expressar sua identidade criativa. Seu trabalho une artesanato contemporâneo, moda, cultura brasileira e sustentabilidade, com referências especialmente ligadas a Alagoas e ao Nordeste. Suas criações incorporam elementos como o Guerreiro Alagoano, a fauna, a flora e a identidade quilombola, traduzidos para a moda contemporânea. Além do crochê, utiliza técnicas mistas, fuxico, aplicações têxteis e materiais reaproveitados, buscando equilibrar tradição e inovação. Projeto apresentado: A proposta para a chamada parte da pesquisa sobre identidade, cultura e sustentabilidade, utilizando o artesanato como ferramenta para preservar memórias e transformar referências culturais brasileiras em uma criação autoral. Sustentabilidade: O processo contempla o uso consciente e o reaproveitamento de materiais, como CDs, retalhos e aviamentos, além do planejamento para reduzir desperdícios. A proposta também considera a sustentabilidade cultural, por meio da preservação de técnicas manuais e da valorização das referências culturais de Alagoas e do Nordeste.
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MALUNI - Mariana Galdino da Silva | Carapicuíba, São Paulo    @malunicrochet
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MALUNI - Mariana Galdino da Silva | Carapicuíba, São Paulo @malunicrochet

MALUNI Mariana Galdino da Silva | Carapicuíba, São Paulo @malunicrochet Aos 20 anos, Mariana é técnica em Estilismo e Coordenação de Moda pelo Senac SP, graduanda em Design de Moda e atua como assistente de estilo. Apaixonada por moda e artes manuais, desenvolve a Maluni, marca autoral em início de trajetória, voltada a processos criativos e sustentáveis a partir do crochê, bordado e outras técnicas manuais. Sua pesquisa parte da relação entre o que expressamos externamente por meio do vestir e nossas raízes e identidade interior. As peças buscam traduzir essa conexão em uma linguagem autoral, contemporânea e única. Projeto apresentado: A proposta da Maluni utiliza o crochê e as artes manuais para criar peças duradouras, que combinam identidade, estilo e processos de produção autorais. Sustentabilidade: Algumas criações são produzidas a partir da junção de filamentos provenientes de peças antigas e descartadas, geralmente compostas por algodão. Esses materiais são transformados em novas peças autorais por meio do crochê, prolongando sua vida útil e evitando o descarte.
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Sara Oliveira Nonato | São José do Rio Preto, São Paulo@crochedasaraononato
Sara Oliveira Nonato | São José do Rio Preto, São Paulo@crochedasaraononato
Sara Oliveira Nonato | São José do Rio Preto, São Paulo@crochedasaraononato

Sara Oliveira Nonato | São José do Rio Preto, São Paulo@crochedasaraononato

CROCHÊ DA SARA NONATO Sara Oliveira Nonato | São José do Rio Preto, São Paulo @crochedasaraononato Designer formada em Design de Produto pela FAAP, Sara atuou por anos no ramo da joalheria, desenvolvendo peças com foco na relação entre objeto e usuário. Sua pesquisa também passa por trabalhos artísticos e de mobiliário. Há dois anos começou a estudar crochê e, durante o processo de criação do próprio vestido de noiva, encontrou na técnica um novo caminho criativo. Atualmente trabalha exclusivamente com criação de peças em crochê e ministra aulas. Sua linguagem parte da ideia de que o objeto deve se adaptar à pessoa, e não o contrário. Busca criar peças bonitas, mas também úteis, adaptáveis, práticas e surpreendentes, explorando diferentes pessoas, materiais, cores e possibilidades. Projeto apresentado: A proposta utiliza fios de diferentes cores e texturas que já fazem parte de seu acervo, aplicados como elementos de adorno na peça. A intenção é transformar as sobras acumuladas no ateliê em parte da criação, revelando a beleza e a diversidade de materiais presentes em seu processo. Sustentabilidade: O reaproveitamento de sobras e retalhos de fios é parte importante de sua prática. Sara busca utilizar cada pedaço de material em novos projetos, evitando o descarte e prolongando sua vida útil. Também compartilha essas possibilidades por meio do ensino, mostrando como materiais que poderiam ser considerados resíduos podem ganhar novas funções e significados.
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Pier Bicalho de Rio Doce, Minas Gerais   @pierbicalho
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Pier Bicalho de Rio Doce, Minas Gerais   @pierbicalho

Pier Bicalho de Rio Doce, Minas Gerais @pierbicalho

Pier Bicalho Rio Doce, Minas Gerais @pierbicalho Coletivo Artes Manuais do Rio Doce Designer de moda formado pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Pier Bicalho desenvolve sua trajetória a partir do encontro entre o design contemporâneo e os saberes artesanais brasileiros. Sua pesquisa parte de materiais, memória, identidade e território, transformando referências culturais em criações autorais que dialogam com a moda contemporânea. Em Rio Doce (MG), atua em parceria com artesãs locais, fortalecendo o artesanato como patrimônio cultural e linguagem de criação dentro da economia criativa. Seu trabalho já participou de eventos de moda e design e recebeu reconhecimento em premiações nacionais e internacionais, articulando tradição e inovação como forças complementares. A sustentabilidade atravessa todo o seu processo criativo, da escolha dos materiais à construção das peças. A valorização de práticas de baixo impacto, o uso responsável de matérias-primas e a produção em pequena escala refletem uma visão de moda que considera também as pessoas, os territórios e os saberes envolvidos. Para Pier, o fazer manual é uma expressão central de uma moda sustentável. Cada peça carrega tempo, identidade e história. Ao aproximar técnicas artesanais do design contemporâneo, seu trabalho contribui para preservar patrimônios culturais e fortalecer redes produtivas. Entre tradição e contemporaneidade, Pier Bicalho constrói uma moda que valoriza o território, quem faz e o conhecimento artesanal como futuro.
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Lu Balestero de Paripueira, Alagoas @lubalestero · @balestero_oficialBalestero
Lu Balestero de Paripueira, Alagoas @lubalestero · @balestero_oficialBalestero
Lu Balestero de Paripueira, Alagoas @lubalestero · @balestero_oficialBalestero

Lu Balestero de Paripueira, Alagoas @lubalestero · @balestero_oficialBalestero

Lu Balestero Designer de moda, figurinista e empreendedora criativa, Luciana Torres, conhecida como Lu Balestero, desenvolve sua trajetória a partir do encontro entre a moda autoral, o artesanato e a identidade cultural brasileira. Formada em Produção de Moda pela Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (ETA/UFAL), também é graduada em Direito e especialista em Gestão de Negócios. À frente da Balestero, cria coleções autorais que valorizam técnicas tradicionais, com destaque para a renda filé alagoana, explorada em propostas contemporâneas e sustentáveis. Seu trabalho combina técnicas manuais, bordado, pintura têxtil e modelagem sob medida, transformando saberes tradicionais em peças com forte expressão artística. Sua atuação também passa pela criação de figurinos para audiovisual, desenvolvimento de estampas e projetos culturais. A sustentabilidade está presente na escolha consciente de materiais, no aproveitamento dos recursos e na criação de peças atemporais, pensadas para durar. Ao valorizar processos manuais e reduzir desperdícios, Lu aproxima inovação e responsabilidade sem abrir mão da identidade cultural. Para Lu, a moda também é uma ferramenta de transformação social, geração de renda e preservação da cultura. Seu trabalho fortalece o design autoral brasileiro ao conectar território, experimentação e saberes tradicionais. Entre a renda filé, o fazer manual e o design contemporâneo, Lu Balestero transforma tradição em criação e cultura em futuro.
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Henrique dos Santos de Arapiraca,  Alagoas, @Scapho
Henrique dos Santos de Arapiraca,  Alagoas, @Scapho
Henrique dos Santos de Arapiraca,  Alagoas, @Scapho

Henrique dos Santos de Arapiraca, Alagoas, @Scapho

SCAPHO Henrique dos Santos, fundador e diretor criativo da Scapho, desenvolve uma marca autoral que transforma o crochê em uma expressão contemporânea de luxo. Seu trabalho une técnica, design e exclusividade, com produção em pequenas quantidades, aplicações feitas à mão e atenção aos detalhes e acabamentos. A pesquisa da marca busca ressignificar o crochê na moda contemporânea, aproximando o artesanal da inovação, da identidade brasileira e de uma estética sofisticada e atemporal. Projeto apresentado: Para o CARIOCAR, Henrique propõe uma peça desenvolvida a partir dos princípios de produção consciente, valorizando o trabalho manual, o planejamento e o uso responsável dos materiais. A proposta prioriza a redução de desperdícios, a durabilidade e a criação de uma peça atemporal, como forma de incentivar um consumo mais consciente. Sustentabilidade: A marca relaciona sustentabilidade à produção em pequena escala, ao cuidado no processo artesanal, à redução de desperdícios, à durabilidade das peças e à valorização do tempo e do trabalho manual. https://www.instagram.com/scaphobrasil
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Morgana Gomes de Fortaleza, Ceará  @ubamango - Ubá Mango
Morgana Gomes de Fortaleza, Ceará  @ubamango - Ubá Mango
Morgana Gomes de Fortaleza, Ceará  @ubamango - Ubá Mango

Morgana Gomes de Fortaleza, Ceará @ubamango - Ubá Mango

Morgana Gomes Leandro Empreendedora criativa, Morgana Gomes Leandro constrói sua trajetória a partir do encontro entre cultura, identidade, artesanato e design. Sua experiência começou em 2018, com a criação da Go Go Store, voltada à cultura pop e ao universo do K-pop, aproximando-a da criação de produtos, comunicação e construção de comunidades. Em 2021, passou a experimentar a criação de bolsas artesanais a partir de materiais e referências regionais. Dessa experiência nasceu a Ubá Mango, marca cearense de moda autoral que valoriza elementos da cultura nordestina, o artesanato e o território através de uma perspectiva contemporânea. A marca já esteve nas passarelas do DFB Festival, em parceria com a estilista Marina Bitu, e posteriormente integrou a São Paulo Fashion Week, em parceria com Gi, à frente da TA Studios, ampliando a presença da Ubá Mango no cenário da moda brasileira. A sustentabilidade está presente principalmente na escolha e no reaproveitamento de materiais, na valorização do trabalho artesanal e na criação de produtos pensados para ter significado e longevidade. Para Morgana, criar de forma consciente também é olhar para o que já existe, encontrar novos usos para os materiais e fortalecer saberes e processos locais. Na criação de suas peças, busca reduzir desperdícios, aproveitar sobras de materiais em detalhes e acabamentos e valorizar processos mais lentos e manuais. A intenção é pensar não apenas no material utilizado, mas em todo o ciclo da peça, incluindo sua durabilidade, manutenção e possibilidade de reparo. Na Ubá Mango, território, matéria e cultura nordestina se transformam em peças autorais que carregam identidade e novos significados.
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Praia de Rio de Belém, Pará @praiaderiobelem
Praia de Rio de Belém, Pará @praiaderiobelem
Praia de Rio de Belém, Pará @praiaderiobelem

Praia de Rio de Belém, Pará @praiaderiobelem

Artesãos - Ana Paula Balieiro Alves e Joao Paulo de Oliveira Souza | A Praia de Rio nasceu para traduzir a essência do slow fashion e da moda autoral por meio de um design que valoriza a calma da criação e a força da identidade regional. A marca constrói sua trajetória a partir do fazer artesanal, aproximando técnicas manuais e design contemporâneo em peças de caráter único. O macramê e o crochê ocupam um lugar central nesse processo, com atenção à técnica, à precisão e à construção de cada peça. O trabalho manual permite explorar texturas, formas e volumes de maneira individual, em contraponto à lógica da produção em massa. A sustentabilidade atravessa esse processo a partir da escolha consciente de materiais, da redução de desperdícios e da valorização de uma produção mais lenta e responsável. Para a Praia de Rio, trabalhar com o tempo também significa respeitar o processo de criação e reconhecer o valor de cada etapa da construção artesanal. Em suas criações, a marca busca incorporar elementos e materiais regionais que celebram a cultura paraense e fortalecem a identidade brasileira. O resultado são peças que conectam território, técnica e sofisticação, com uma estética pensada para permanecer além das tendências. Na Praia de Rio, o tempo vira matéria: o fazer manual encontra a identidade amazônica em peças únicas, conscientes e atemporais.
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Amanda Raielly de Salvador, Bahia  @use.atelieaurora  Ateliê Aurora
Amanda Raielly de Salvador, Bahia  @use.atelieaurora  Ateliê Aurora
Amanda Raielly de Salvador, Bahia  @use.atelieaurora  Ateliê Aurora

Amanda Raielly de Salvador, Bahia @use.atelieaurora Ateliê Aurora

Amanda Raielly Salvador, Bahia @use.atelieaurora Ateliê Aurora A relação de Amanda Raielly com o crochê começou ainda na infância, entre memórias familiares e a convivência cotidiana com diferentes técnicas artesanais. Na pré-adolescência, passou a se dedicar ao crochê de forma mais intensa, encontrando no fazer manual não apenas uma possibilidade criativa, mas também uma forma de contribuir para a realização do sonho de estudar em Salvador. Durante a pandemia, de volta ao interior da Bahia e junto à família, retomou profundamente sua relação com o artesanato. Entre agulhas, tecidos e novelos espalhados pela casa da mãe, o crochê tornou-se também uma forma de atravessar o isolamento. Mais tarde, seus estudos em artes contemporâneas, imaginário, mídia, moda e digital ampliaram essa relação, levando-a a compreender o crochê como uma linguagem artística e uma possibilidade de criação em moda. Entre 2023 e 2024, desenvolveu a experimentação artística *Ponto Fantasia – muitas coisas possíveis*, processo de pesquisa que explorou técnicas, fios e diferentes formas de composição. A experiência deu origem à coleção-cápsula Ponto Fantasia, lançada em 2024, e continua reverberando nas criações do Ateliê Aurora. Seu trabalho une tradição e experimentação, articulando a memória do fazer artesanal com a pesquisa em moda e artes. Cada peça é desenvolvida de forma autoral, sem reproduções, em um processo que valoriza a pesquisa, o tempo e as possibilidades poéticas do trabalho manual. A peça apresentada na seleção é produzida integralmente à mão, utilizando fios de algodão da Círculo. O processo artesanal envolve baixo consumo de energia e água e reduz a emissão associada à produção, reforçando uma maneira mais consciente de criar e produzir. **No Ateliê Aurora, o crochê deixa de ser apenas técnica para se tornar linguagem: memória, pesquisa e experimentação se encontram em uma moda autoral feita ponto a ponto.**
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Karine Fernandes de São Paulo, São Paulo @karinefernandsK Ateliê Axé Fios · Amorir
Karine Fernandes de São Paulo, São Paulo @karinefernandsK Ateliê Axé Fios · Amorir
Karine Fernandes de São Paulo, São Paulo @karinefernandsK Ateliê Axé Fios · Amorir

Karine Fernandes de São Paulo, São Paulo @karinefernandsK Ateliê Axé Fios · Amorir

Karine Fernandes Formada em Design de Moda, Karine Fernandes iniciou sua trajetória na indústria, trabalhando em confecções no Brás e no Bom Retiro. A experiência permitiu conhecer de perto os processos produtivos e a realidade do setor, despertando o desejo de construir uma moda mais humana, que respeitasse o tempo, os corpos e as histórias de quem a veste. Ao longo de sua trajetória, atuou em desenvolvimento de produto, figurino e ensino. A experiência pessoal com uma condição crônica de saúde também transformou seu olhar sobre o vestir, aproximando sua pesquisa da criação de roupas mais confortáveis e pensadas para corpos reais. Foi nesse caminho que retomou o fazer manual e aprofundou seus estudos em bordado, tricô, macramê, tingimentos naturais e técnicas tradicionais. Hoje, desenvolve suas pesquisas por meio das marcas K Ateliê Axé Fios e Amorir, unindo arte, memória, sustentabilidade e identidade cultural. Seu processo começa antes do desenho, a partir de uma pergunta sobre como uma peça pode acolher alguém ou contribuir para preservar um conhecimento. A partir daí, pesquisa pessoas, histórias, técnicas e territórios até encontrar os materiais e processos capazes de traduzir essa narrativa. Karine não se limita a uma única técnica. Modelagem, macramê, bordado, tricô, costura e tingimentos naturais se combinam de acordo com cada projeto, sempre com o compromisso de respeitar a origem dos saberes e valorizar os artesãos e mestres que mantêm vivas essas práticas. Na peça apresentada, o Barbante Apolo Macramê Círculo 24 Fios é o principal elemento construtivo. A coloração será feita com cúrcuma e casca de cebola, relacionando o processo de tingimento natural às cores observadas na natureza do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Sementes naturais e búzios completam a composição, aproximando natureza, cultura e identidade brasileira. A produção artesanal e em pequena escala reduz desperdícios e respeita o tempo de cada etapa, reforçando uma visão de sustentabilidade que vai além dos materiais e envolve também memória, ancestralidade e pertencimento. Para Karine, vestir é também acolher, representar e preservar: uma peça pode fortalecer a autoestima de quem a usa e, ao mesmo tempo, manter vivo um saber que não pode se perder.
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Isabel Oliveira de Rio de Janeiro @isabelfaioes67  Veja o portfolio, como artigo complementar dos acessórios.
Isabel Oliveira de Rio de Janeiro @isabelfaioes67  Veja o portfolio, como artigo complementar dos acessórios.
Isabel Oliveira de Rio de Janeiro @isabelfaioes67  Veja o portfolio, como artigo complementar dos acessórios.

Isabel Oliveira de Rio de Janeiro @isabelfaioes67 Veja o portfolio, como artigo complementar dos acessórios.

Isabel Oliveira Rio de Janeiro @isabelfaioes67 Designer de Moda, Isabel Oliveira desenvolve um trabalho autoral que aproxima moda, arte, arquitetura e sustentabilidade. Sua criação parte da pesquisa conceitual e histórica para compreender o vestir como linguagem, estrutura e experiência sensível. Cada peça nasce do encontro entre conceito e construção, valorizando o processo criativo, o tempo do fazer e a relação consciente com a matéria. Sua pesquisa transita entre vestuário, design têxtil, joalheria autoral e desenvolvimento conceitual, explorando diferentes possibilidades para transformar referências em formas de vestir. Ao longo de sua trajetória, participou de concursos e projetos de moda autoral, entre eles o Denim City SP, com a jaqueta *MA – Arquitetura da Dobra*, e o Ginga RN, com a coleção *Matrizes da Terra – Xilogravuras*. Em suas criações, pesquisa e experimentação se encontram na construção de peças conceituais que ultrapassam a função do vestir. A sustentabilidade está integrada ao processo desde a escolha dos materiais até a construção da peça. Isabel busca trabalhar com matérias-primas conscientes, técnicas artesanais e soluções que reduzam desperdícios, valorizando o uso eficiente dos recursos e o trabalho manual. Sua proposta também considera o tempo de vida da peça: criar objetos duráveis, reparáveis e atemporais, capazes de permanecer relevantes para além das tendências. **Entre matéria, forma e conceito, Isabel Oliveira transforma a roupa em experiência, aproximando moda, arte e arquitetura por meio de uma criação consciente e autoral.**
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Sofia Lopes de Gaspar, Santa Catarina  @sofihlr
Sofia Lopes de Gaspar, Santa Catarina  @sofihlr
Sofia Lopes de Gaspar, Santa Catarina  @sofihlr

Sofia Lopes de Gaspar, Santa Catarina @sofihlr

Sofia Lopes A relação de Sofia Lopes com o fazer manual começou antes mesmo de ela perceber. Crochê, fuxico, renda de bilros e tricô atravessavam gerações da família materna, presentes no cotidiano como saberes transmitidos pelo tempo. Por muito tempo, porém, Sofia resistiu à ideia de aprender. Até que, depois de muita insistência consigo mesma, aprendeu crochê sozinha e descobriu que criar com as mãos já fazia parte de sua história. Ao escolher uma profissão, encontrou na Moda um caminho ainda pouco explorado em sua família. A escolha também foi uma forma de afirmar que a moda poderia ser mais do que gosto ou hobby: poderia ser profissão, pesquisa e campo de criação. Hoje, sua pesquisa parte justamente desse encontro entre moda e memória. Os fazeres manuais de sua família se transformam em referências para compreender sua própria identidade como criadora e investigar como os saberes que atravessaram gerações continuam presentes em sua forma de criar. Seu trabalho utiliza a moda como linguagem para contar histórias e expressar sentimentos. Suas criações nascem da pesquisa, da memória e das técnicas manuais, transformando experiências e narrativas em peças que comunicam sem precisar de palavras. Para Sofia, o fazer manual também propõe outra relação com o tempo e com o consumo. Uma peça construída à mão envolve cuidado com os materiais, atenção a cada etapa e uma conexão mais próxima entre quem cria e quem veste. A sustentabilidade, nesse sentido, também está na permanência. Criar peças que despertem afeto, que as pessoas queiram guardar, cuidar e transmitir é uma forma de prolongar sua vida e repensar a lógica do descarte. Para Sofia, criar moda é continuar uma história que começou antes dela — transformando memória, afeto e saberes manuais em algo que pode ser vestido.
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Elizangela   Malcher de Belém, Pará da Closet L'amour  Crochet@closetlamourcrochet
Elizangela   Malcher de Belém, Pará da Closet L'amour  Crochet@closetlamourcrochet
Elizangela   Malcher de Belém, Pará da Closet L'amour  Crochet@closetlamourcrochet

Elizangela Malcher de Belém, Pará da Closet L'amour Crochet@closetlamourcrochet

Elizangela Costa Dias Malcher A trajetória de Elizangela Costa Dias Malcher nasce do encontro entre o crochê, a criação autoral e a cultura amazônica. A partir de sua formação, passou a desenvolver suas próprias modelagens para criar peças em crochê inspiradas na fauna da região, tendo a onça-pintada como uma de suas principais referências. Seu trabalho utiliza o fazer manual como ferramenta de expressão e valorização da identidade amazônica, transformando elementos do território em peças de moda que aproximam técnica artesanal e criação contemporânea. A sustentabilidade está presente na escolha dos processos e materiais, com práticas de aproveitamento e upcycling, produção artesanal e local, redução de resíduos e pesquisa de materiais. A valorização das técnicas tradicionais também faz parte desse processo, reconhecendo o conhecimento manual como patrimônio e possibilidade de criação. Ao desenvolver suas próprias modelagens, Elizangela amplia as possibilidades do crochê dentro da moda autoral, criando peças que carregam o tempo do fazer manual e referências diretamente ligadas ao território paraense. No Closet L'amour Crochet, o crochê encontra a fauna amazônica para transformar cultura, técnica e território em moda autoral.
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